O BRASIL E O BRICS SÃO O MOTOR DO CRESCIMENTO MUNDIAL
Durante grande parte do século XX e início do século XXI, os Estados Unidos, os países do G7 (Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) e a União Europeia foram amplamente reconhecidos como as principais potências econômicas e industriais do mundo. Eram vistos como modelos de administração eficiente, economias robustas e indústrias altamente desenvolvidas, exercendo forte influência sobre o sistema financeiro internacional e os organismos multilaterais.
Contudo, esse cenário mudou significativamente nas últimas décadas, e de forma ainda mais acentuada nos últimos anos. O crescimento acelerado de economias emergentes, como China, Índia, Rússia, Brasil e demais países do BRICS, somado às transformações tecnológicas e mudanças geopolíticas, redefiniu o equilíbrio do poder global. Ao mesmo tempo, muitas nações do G7 e da União Europeia enfrentam desafios internos, como recessão econômica, crises políticas, aumento da desigualdade, desindustrialização e instabilidade social.
Ademais, as próprias políticas de alguns países, antes ditos democráticos, passaram a ser questionadas. O uso recorrente de sanções econômicas, intervenções unilaterais, desrespeito a autodeterminação dos povos, violações do direito internacional e ameaças comprometeram sua credibilidade como defensoras da democracia, da paz e dos direitos humanos. Paralelamente, o crescimento de discursos protecionistas e nacionalistas e a perda de competitividade industrial evidenciam que o antigo paradigma de supremacia econômica e política está sendo desafiado.
A NOVA ORDEM MULTIPOLAR GLOBAL
Diante desse novo contexto, o mundo caminha para uma ordem multipolar, onde diferentes blocos econômicos e regiões ganham protagonismo. O crescimento do Brasil e de outras nações emergentes reflete o avanço do BRICS como o principal motor da economia mundial. Esse cenário reforça a importância da Câmara de Comércio do BRICS e MERCOSUL para aproveitar oportunidades de negócios e investimentos, promovendo convênios, parcerias, comércio, serviços, turismo e investimento estrangeiro.
Estamos diante de uma gigantesca oportunidade de geração de riquezas no Brasil e na América Latina, impulsionada pela expansão do BRICS e do MERCOSUL. Com 20 países membros e parceiros, o BRICS se consolida como a maior economia mundial e o principal motor do crescimento global. Em 2024, a Índia cresceu 6,2%, China 4,9%, Rússia 3,1%, Indonésia 5%, e o Brasil manteve um sólido avanço de 3,5%. Enquanto isso, os países do G7 e da Europa cresceram a taxas modestas e muitos enfrentaram recessão e dificuldades estruturais.
Historicamente, o Brasil e a América Latina foram impedidos de atingir seu verdadeiro potencial devido a embargos econômicos e políticos impostos pelos países ricos. Desde 1944, esses países controlam a ONU, o Banco Mundial e o FMI em prol de seus interesses, dificultando a vida das nações em desenvolvimento. Controlaram nossos sistemas financeiros, intervieram em governos e eleições e impuseram privatizações enquanto protegiam suas próprias economias. Agora, com o BRICS e seu Banco de Desenvolvimento, surge uma nova força de crescimento regional independente do controle das nações ricas.
A CÂMARA DE COMÉRCIO DO BRICS E MERCOSUL
Nesse contexto, a Câmara de Comércio do BRICS e MERCOSUL tem a missão de construir pontes entre governos, prefeituras, empresas e indústrias, ampliando negócios, viabilizando grandes obras de infraestrutura, fortalecendo o mercado imobiliário, impulsionando o turismo e atraindo investimentos estrangeiros. Cultura, lazer e entretenimento também fazem parte dessa transformação.
O Brasil vai muito bem, obrigado! O BRICS e o MERCOSUL vão muito bem. O Brasil é a 7ª maior economia do mundo, superando em relevância produtiva e de consumo muitos países do G7.
Alguns setores da oposição criticam o governo brasileiro e suas iniciativas com o BRICS, o Banco do BRICS e a integração MERCOSUL-UE, ao mesmo tempo em que exaltam os Estados Unidos e a União Europeia. No entanto, os números provam que o Brasil está no rumo certo. Enquanto a economia mundial enfrenta dificuldades, o Brasil e os países do BRICS têm se destacado há décadas.
PIB AJUSTADO PELA PARIDADE DO PODER DE COMPRA (PPC) – 2024
Segundo o FMI, as 20 maiores economias do mundo:
- China: US$ 37,1 trilhões
- Estados Unidos: US$ 29,2 trilhões
- Índia: US$ 16,0 trilhões
- Rússia: US$ 6,9 trilhões
- Japão: US$ 6,6 trilhões
- Alemanha: US$ 6,0 trilhões
- Brasil: US$ 4,7 trilhões
- Indonésia: US$ 4,7 trilhões
- França: US$ 4,4 trilhões
- Reino Unido: US$ 4,3 trilhões
- Itália: US$ 3,6 trilhões
- Turquia: US$ 3,5 trilhões
- México: US$ 3,3 trilhões
- Coreia do Sul: US$ 3,3 trilhões
- Canadá: US$ 2,6 trilhões
- Arábia Saudita: US$ 2,1 trilhões
- Austrália: US$ 1,9 trilhões
- Espanha: US$ 1,9 trilhões
- Irã: US$ 1,8 trilhões
- Egito: US$ 1,7 trilhões
O Brasil se consolida como a 7ª maior economia global, à frente de Canadá, França, Reino Unido e Itália. A China lidera, seguida pelos Estados Unidos e Índia, com a Rússia mantendo sua posição de destaque.
CRESCIMENTO ECONÔMICO EM 2024 E PROJEÇÕES PARA 2025
Veja agora o desempenho do crescimento econômico dos países do G7, de alguns países europeus em 2024 e projeções para 2025 FMI, Banco Mundial, Banco do BRICS, OCDE, FED e outras fontes:
País | Desempenho econômico de 2024 | Projeção desempenho econômico de 2025 |
Alemanha | -0,2% | 0,8% |
Canadá | 1,1% | 0,7% |
Estados Unidos | 2,8% | 1,7% |
França | 1,2% | 0,7% |
Itália | 0,7% | 0,8% |
Japão | 0,3% | 1,1% |
Reino Unido | 0,6% | 1,4% |
Áustria | -1,2% | 1,1% |
Bélgica | 1,0% | 1,4% |
Estônia | -0,3% | 0,5% |
Finlândia | -0,2% | 0,5% |
Letônia | -0,4% | 0,5% |
Países Baixos | 0,9% | 1,6% |
Suécia | 1,0% | 1,8% |
Suíça | 1,3% | 1,5% |
Entenda porque o BRICS é o motor do crescimento da economia global segundo o FMI, Banco Mundial, Banco do BRICS e outras fontes:
País | Desempenho econômico de 2024 | Projeção desempenho econômico de 2025 |
Brasil | 3,5% | 2,3% |
Rússia | 3,1 % | 2,5% |
Índia | 6,2% | 6,1% |
China | 4,9% | 4,6% |
África do Sul | 1,1% | 1,8% |
Arábia Saudita | 4,1% | 4,2% |
Egito | 3,5% | 4,2% |
Emirados Árabes Unidos | 3,9% | 4,1% |
Etiópia | 6,1% | 6,5% |
Irã | 3,3% | 3,3% |
Indonésia | 5% | 5,1% |
Por: Nelson Hoppe – CEO – Presidente da Câmara de Comércio do BRICS e MERCOSUL