A Câmara de Comércio do BRICS MERCOSUL congratula Cuba pela sua adesão ao BRICS. Esta movimentação representa um passo significativo na busca pela libertação e autonomia de Cuba, almejando livrá-la da opressão que enfrenta há anos, conforme reconhecido por diversas resoluções da ONU.
É fundamental destacar o contexto histórico relacionado a Cuba e as sanções ilegais impostas pelos Estados Unidos por várias décadas, em desacordo com as diretrizes da ONU.
Frequentemente, Cuba é rotulada como um país comunista devido à intensa propaganda disseminada pelos Estados Unidos. No entanto, é essencial reconhecer que o povo cubano é valente e trabalhador, tendo se recusado a ser uma colônia dos EUA e enfrentando represálias injustas ao longo do tempo.
Vamos analisar os fatos históricos:
A relação entre os Estados Unidos e Cuba, é marcada por uma série de tentativas dos Estados Unidos de dominar e colonizar Cuba, tentativas de controle e repressão dos Estados Unidos, refletindo um contexto histórico de Imperialismo dos Estados Unidos e suas estratégias geopolíticas, não de democracia, mas de domínio imperial.
Desde o final do século XIX, os Estados Unidos mostraram interesse em expandir seu domínio, colonização e influência sobre os países da América Latina e no Caribe. Após a Guerra Hispano-Americana (1898), Cuba ficou sob um domínio americano, o que gerou tensões e ressentimentos no povo cubano.
Os EUA tentaram várias vezes intervir militarmente em Cuba, incluindo:
Invasão da Baía dos Porcos (1961)
Uma operação mal-sucedida planejada pela CIA para derrubar o governo de Fidel Castro, que acabou resultando em um fracasso humilhante para os Estados Unidos e consolidou ainda mais a posição de Fidel Castro.
Operações Secretas
Os EUA também conduziram uma série de operações clandestinas e ilegais para desestabilizar o governo cubano, incluindo tentativas de assassinato de líderes cubanos e apoio a grupos extremistas de exilados.
Tentativas de Estabelecer Governos Submissos
Os EUA apoiaram diversos esforços para instaurar um governo cubano que seguisse os interesses colonialistas dos Estados Unidos:
Fidel Castro
O governo americano tentou de todas as formas minar a popularidade de Fidel Castro e apoiar seus opositores, mas as ações dos Estados Unidos em Cuba frequentemente tinham o efeito contrário, unindo ainda mais a população cubana em torno do líder Fidel Castro, reforçando seu poder e criando repulsa aos Estados Unidos.
Manutenção de Sanções e Bloqueios à revelia das votações da ONU
Desrespeito às Resoluções da ONU
Desde a introdução do embargo financeiro e comercial unilateralmente pelos Estados Unidos em 1962, as resoluções da ONU tem solicitado aos Estados Unidos que levantasse as sanções contra Cuba, consideradas ilegais pela ONU, e tais votações da ONU sempre foram consistentemente ignoradas pelos EUA que se diz democrático, mas não aceita democracia quando os votos são contra seus interesses.
A costumeira desculpa das autoridades americanas é justificar que as sansões são para promover a liberdade e os direitos humanos em Cuba, mesmo diante da pressão internacional da ONU, os Estados Unidos não respeitam as votações de deliberações da ONU.
Motivos Geopolíticos
A manutenção do embargo ilegal dos Estados Unidos à Cuba por décadas é vista como uma estratégia dos Estados Unidos para evitar que Cuba se torne um modelo de sucesso e de liberdade contra os interesses dos Estados Unidos perante outros países da região e para impedir a disseminação dessa ideia de que países podem ser independentes dos Estados Unidos.
Esse dogma geopolítico é um fator significativo que sustenta a postura vergonhosa dos EUA de desrespeitar as votações da ONU.
Resultados e Implicações
A política americana em relação a Cuba gerou um ciclo de hostilidade e resistência por parte de Cuba e outros países do mundo. Embora os EUA tenham buscado transformar Cuba em uma “colônia” ou um estado satélite como fizeram com muitos países, as estratégias dos Estados Unidos falharam totalmente em Cuba, em vez disso, resultaram em um fortalecimento da identidade nacional cubana e uma aliança mais estreita com países adversários ao imperialismo americano, o império unipolar. Acreditamos que os países, que os povos tem direito à Liberdade e a não se curvarem a interesses imperialistas.
Esse contexto revela um grande entrave nas relações diplomáticas mundiais, um legado de antagonismo e a continuação de um vergonhoso e ilegal bloqueio econômico dos Estados Unidos como ferramenta de chantagem e de pressão contra o povo cubano, mostrando como as interações históricas e o interesse colonialista americano ainda moldam a realidade atual.
Contexto da Revolução Cubana
Desde o final do século XIX, os Estados Unidos mostraram interesse em expandir seu domínio, colonização e influência sobre a América Latina e no Caribe. Após a Guerra Hispano-Americana (1898), Cuba ficou sob um domínio americano, o que gerou tensões e ressentimentos no povo cubano, gerando a Revolução Cubana de 1959, que levou Fidel Castro ao poder, quando as relações entre os EUA e Cuba deterioraram rapidamente. O governo cubano recuperou propriedades, muitas das quais tinham sido cedidas a cidadãos e empresas americanas, em detrimento dos cubanos.
Implementação do Embargo
Em 1960, os EUA impuseram um embargo econômico unilateral a Cuba, que foi formalizado em 1962 com a aprovação do bloqueio comercial dos Estados Unidos à Cuba. O objetivo declarado do embargo econômico à Cuba era derrubar o governo de Fidel Castro, contrário aos interesses colonialistas dos Estados Unidos, e pressionar o governo cubano a adotar um sistema político e uma economia que fosse favorável às corporações americanas como fizeram em muitos países.
Desrespeito às Decisões e Votações da ONU
Ao longo dos anos, a Assembleia Geral da ONU tem aprovado resoluções pedindo o fim do embargo ilegal à Cuba. Apesar disso, os EUA continuam a manter as sanções ilegais, visando derrubar o governo e enfraquecer Cuba de todas as formas.
Influência Política
O governo americano não respeita as votações e decisões da ONU, tendo em vista que os Estados Unidos acreditam comandar o mundo aos seus interesses, e que sua política externa deve proteger os interesses estratégicos dos Estados Unidos, especialmente na América Latina. Isso chamamos de Imperialismo unipolar, onde os Estados Unidos só aceitam as votações da ONU que lhe favorecem. Estados Unidos não é democrático quando as decisões da ONU vão contra os interesses políticos ou corporativos americanos.
Objetivos Geopolíticos
Os Estados Unidos têm uma longa história de ver Cuba como um importante ponto estratégico na região. O embargo e as sanções ilegais à Cuba são uma forma de os Estados Unidos desestabilizarem o governo cubano, servindo como um aviso a outros países que possam também pretender se libertar do imperialismo americano ou desafiar a influência americana na América Latina. A demostração de poder dos Estados Unidos vai além da democracia e direito de autodeterminação dos povos. Os Estados Unidos entendem que as nações devem ser submissas aos interesses americanos.
Entrada de Cuba no BRICS
A recente adesão de Cuba ao BRICS pode ser vista como um movimento estratégico de Cuba para diversificar suas alianças e libertar-se dos EUA. O BRICS, que inclui potências emergentes como os fundadores Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além de dezenas de outros países, somando atualmente 23 países, presenteia alternativas políticas e econômicas a países que enfrentam sanções ocidentais, como é o caso da Sansão ilegal dos Estados Unidos à Cuba por décadas.
O BRICS faz Justiça à ONU
A inclusão de Cuba no BRICS pode também ser interpretada como um apoio às resoluções legais da ONU, uma vez que os países membros da ONU criticam o unilateralismo das sanções ilegais americanas contra Cuba. Isso pode proporcionar a Cuba uma nova plataforma para se opor às pressões e chantagens dos EUA e fortalecer a posição internacional de Cuba livre das garras americanas.
O Futuro de Cuba
A dinâmica política de Cuba está em constante evolução, e sua acertada posição com o BRICS pode ajudar Cuba a acessar mercados, acessar investimentos e apoio diplomático que tinham sido ilegalmente sansionados pelos Estados Unidos unilateralmente indo contra às resoluções da ONU. Contudo, o impacto real dessa justa mudança em relação à Cuba possui desafios e dependerá de vários fatores, incluindo a capacidade de Cuba em se adaptar a novas alianças, acordos e parcerias infraregionais e intrabrics, desenvolvimento do turismo, ampliação do comércio, financiamento de Cuba, a implementação do sistema bancário e de cartões do BRICS, a moeda do BRICS e outros desafios.
Por: Nelson Hoppe – CEO – Presidente da Câmara de Comércio do BRICS e MERCOSUL





