O conceito de “dois pesos e duas medidas” refere-se ao uso de padrões diferentes para avaliar situações similares, especialmente em contextos de política internacional. Vamos analisar:
Democracia
A defesa da democracia pelos Estados Unidos muitas vezes se contrapõe à sua postura em relação a votações da ONU e outras instâncias internacionais. Enquanto os EUA promovem a ideia de que todos os povos devem ter voz e voto, eles muitas vezes desconsideram ou rejeitam decisões de organismos multilaterais, especialmente quando essas decisões e esses votos vão contra interesses estratégicos ou econômicos dos Estados Unidos. Isso reflete um comportamento que poderia ser considerado hipócrita, onde a democracia é defendida somente quando é conveniente, mas ignorada quando os resultados não são favoráveis aos objetivos dos EUA.
Comunismo
O comunismo é frequentemente associado a regimes autoritários que não permitem dissentimento ou democracia, que não aceitam a voz e o voto. A crítica de que os EUA atuam como um “império unipolar” pode ser vista na forma como eles impõem suas políticas, muitas vezes sem considerar a vontade dos povos em outros países, pouco importa a voz e o voto se for contrário aos interesses imperialistas. Embora os EUA se apresentem como defensores da democracia, suas intervenções em outros Estados e a imposição de suas próprias agendas unipolares podem ser vistas como uma forma de controle, semelhante ao que se critica nos regimes comunistas.
Paz Mundial
A retórica dos Estados Unidos de promover a paz mundial frequentemente entra em conflito com a realidade das ações dos EUA, que têm se envolvido em uma série de guerras e intervenções militares, muitas das quais contrárias às determinações da ONU. Esses conflitos são frequentemente justificados sob a bandeira de combater o terrorismo ou promover a democracia, mas muitas vezes resultam em consequências devastadoras para as populações locais e levam a uma instabilidade prolongada naqueles países. Assim, a prática de “guerra pela paz” é vista por muitos críticos como uma hipocrisia que visa os interesses econômicos e geopolíticos dos EUA.
Terrorismo
Definições de terrorismo geralmente envolvem o uso da violência contra civis para alcançar objetivos políticos. A natureza das ações militares dos EUA ou de seus aliados, como bombardeios em áreas civis ou o uso de armas químicas como o agente laranja, é muitas vezes analisada através desse mesmo prisma, porque quando se trata dos EUA e seus aliados tudo pode. Críticos argumentam que essas ações se assemelham a táticas terroristas, especialmente entregues sob contextos de intervenção militar que desconsideram a soberania de outros países, e que desconsideram as resoluções da ONU. O debate sobre o que constitui terrorismo é polarizado, muitas vezes refletindo a política e o poder em questão, ou seja, só é terrorismo se for uma nação inimiga ou grupo inimigo.
Crimes de Guerra
O Tribunal Penal Internacional (TPI) foi estabelecido para julgar indivíduos por crimes de guerra, entre outros. Contudo, os EUA não ratificaram o Estatuto de Roma, que estabelece o TPI, e frequentemente exercem pressão sobre este e outros organismos internacionais para evitar investigações que possam incluir suas próprias ações militares ou de seus aliados. Essa postura levanta questões sobre a equidade em termos de justiça internacional, especialmente quando os EUA se posicionam para acusar outros países de crimes de guerra, enquanto se protegem de padrões similares.
Essas contradições na política externa dos EUA alimentam críticas sobre a sinceridade das ações e a legitimidade das suas intervenções e de seus aliados. O conceito de “dois pesos e duas medidas” é uma lente crítica através da qual muitos observadores vêem a relação entre retórica e prática na política internacional dos EUA e seus aliados.
A questão do que constitui “terrorismo governamental” é amplamente debatida e pode variar conforme as definições adotadas por diferentes juristas, acadêmicos e organizações internacionais.
Definição de Terrorismo
Terrorismo geralmente se refere a atos de violência ou intimidação, especialmente contra civis, com o objetivo de alcançar uma mudança política, ideológica ou religiosa em determinado país. As definições variam, mas muitas vezes incluem a capacidade de causar medo e desestabilização naquele país e assim obter resultados.
Ações dos Estados Unidos e Aliados
Quando se analisa as ações dos Estados Unidos e de seus aliados em contextos como guerras ou intervenções militares
Uso de Força Militar
Alguns críticos argumentam que o uso desproporcional da força em áreas civis, como bombardeios indiscriminados matando mulheres e crianças, e destruindo toda infraestrutura de um país pode ser considerado uma forma de terrorismo, especialmente se estas ações visam coagir ou intimidar uma população.
Consequências Humanitárias
A aplicação de estratégias militares que levam a grandes perdas civis nos países pode ser vista como uma violação dos direitos humanos e, para alguns, pode se enquadrar na definição de atos terroristas dependendo da intenção e do contexto.
Apoio a Grupos ou Governos
O apoio a regimes ou grupos que em sua ação direta utilizam táticas terroristas contra seus próprios cidadãos ou contra outros países também é uma linha de argumentação que leva à rotulação de “terrorismo governamental”.
Discussão Acadêmica e Política
Há um debate intenso sobre a hipocrisia nas políticas externas do ocidente, onde atos de violência cometidos por estados são muitas vezes legitimados sob a bandeira de segurança nacional, enquanto ações similares por grupos não estatais são rotuladas como terrorismo.
Organizações internacionais e ONGs frequentemente chamam a atenção para a necessidade de padrões uniformes na aplicação de leis de guerra e direitos humanos, independentemente de quem esteja cometendo os atos, ou seja, o peso da balança deveria ser igual para todos os países sem distinção.
Se é possível prender e condenar um governante de determinado país por crimes de guerra e terrorismo certamente essa legislação deveria se aplicar a todos os países e a todos os governantes.
Embora algumas pessoas considerem as ações de governos como terrorismo, especialmente em contextos onde há graves violações de direitos humanos, a definição e a aceitação desse conceito é complexa e pode ser influenciada por contextos políticos e ideológicos, dependendo de que país estamos falando.
Essas questões são extremamente complexas e frequentemente debatidas no campo das relações internacionais e do direito humanitário, por exemplo:
Bombas Nucleares em Hiroshima e Nagasaki
O lançamento de bombas nucleares sobre populações civis das cidades japonesas em 1945 é um dos eventos mais vergonhosos da história militar, onde muitos especialistas apontam que isso constituiu uma violação dos direitos humanos e poderia ser considerado crime de guerra se perpetrado por outra nação que não fosse os EUA.
Agente Laranja no Vietnã
O uso de Agente Laranja durante a Guerra do Vietnã para desfolhar áreas florestais e expor guerrilheiros também é outro caso, onde a substância causou e continua a causar problemas de saúde significativos entre a população vietnamita e em ex-soldados americanos. O uso de armas químicas contra populações civis, como nesse caso, poderia ser tratado como crime de guerra de acordo com tratados internacionais, como a Convenção de Genebra.
Bombas Escondidas em Pagers – Israel e Líbano
A questão do uso de armamentos em conflitos modernos, como o caso sobre Israel e o Líbano, envolve uma análise detalhada das regras do direito internacional humanitário. A distribuição deliberada de milhares de pagers contendo explosivos de forma a colocar civis em risco é considerada uma violação das leis da guerra. As ações de Israel, assim como as de outras nações, deveriam ser alvo de investigações e condenações em várias instâncias, e inclusive no TPI.
Violação de Resoluções da ONU
As resoluções da ONU são muitas vezes desafiadas ou ignoradas, levando a críticas sobre a legitimidade das ações de países, incluindo os EUA e seus aliados. O uso da força em conflitos armados sem autorização do Conselho de Segurança da ONU levanta questões de legalidade e moralidade. Afinal, a democracia, a voz e o voto tem poder somente se favorável aos Estados Unidos e seus aliados?
Considerações sobre Crimes de Guerra e Terrorismo
A definição de crimes de guerra, segundo o direito internacional, inclui atos como ataques deliberados contra civis, uso de armas proibidas e outros comportamentos que infringem as leis da guerra. Enquanto muitos consideram que certos atos de países mais poderosos são tratados de forma diferente, imunes à lei, onde, a aplicação desigual da justiça internacional é um tema constante de debate e crítica. O Ocidente precisa cumprir às leis?
Essas situações refletem a complexidade e a desafiante moralidade inerente ao uso da força e à política internacional. As discussões em torno de crimes de guerra e violações de direitos humanos são essenciais para a promoção de um futuro mais pacífico e justo, igual para todas as nações.
Vejamos exemplos de intervenções e mortes causadas em outros países, muitas delas ilegais e antidemocráticas

O jornalista e ex-professor Urias Rocha, de Mato Grosso do Sul, realizou uma breve cronologia das invasões e ataques dos Estados Unidos ao redor do mundo nos últimos 150 anos.
A quantidade de mortes pelas quais são responsáveis é de aproximadamente 110 milhões de pessoas. Nunca foram denunciados formalmente ante tribunais internacionais
1846/1848 – México – Invasão e ataque por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas;
1891 – Chile – Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas;
1891 – Haiti – Tropas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA;
1893 – Hawai – Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA;
1894 – Nicarágua – Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês;
1894/1895 – China – Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa;
1894/1896 – Coréia – Tropas permanecem em Seul durante a guerra;
1895 – Panamá – Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana;
1898/1900 – China – Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer;
1898/1910 – Filipinas – Luta pela independência do país, dominado pelos EUA (massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, 27/09/1901, e Bud Bagsak, Sulu, 11/15/1913; 600.000 filipinos mortos);
1898/1902 – Cuba – Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana;
1898 – Porto Rico – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ dos Estados Unidos;
1898 – Ilha de Guam – Marinha desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje;
1898 – Espanha – Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial;
1898 – Nicarágua – Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur;
1899 – Ilha de Samoa – Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa;
1899 – Nicarágua – Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez);
1901/1914 – Panamá – Marinha apoia a revolução quando o Panamá reclamou a independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção;
1903 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho;
1903/1904 – República Dominicana – Tropas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução;
1904/1905 – Coreia – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa;
1906/1909 – Cuba -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições;
1907 – Nicarágua – Tropas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua;
1907 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua;
1908 – Panamá – Fuzileiros invadem o Panamá durante período de eleições;
1910 – Nicarágua – Fuzileiros navais desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua;
1911 – Honduras – Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil invadem Honduras;
1911/1941 – China – Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas;
1912 – Cuba – Tropas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana;
1912 – Panamá – Fuzileiros navais invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais;
1912 – Honduras – Tropas norte-americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano;
1912/1933 – Nicarágua – Tropas dos Estados Unidos, com a desculpa de combaterem guerrilheiros, invadem e ocupam o país durante 20 anos;
1913 – México – Fuzileiros da Marinha invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução;
1913 – México – Durante a revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas;
1914/1918 – Primeira Guerra Mundial – EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens;
1914 – República Dominicana – Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução em Santo Domingo;
1914/1918 – México – Marinha e exército invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas;
1915/1934 – Haiti – Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos;
1916/1924 – República Dominicana – Os EUA invadem e estabelecem governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos;
1917/1933 – Cuba – Tropas desembarcam em Cuba e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos;
1918/1922 – Rússia – Marinha e tropas enviadas para combater a revolução bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles;
1919 – Honduras – Fuzileiros desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço;
1918 – Iugoslávia – Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia;
1920 – Guatemala – Tropas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala;
1922 – Turquia – Tropas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna;
1922/1927 – China – Marinha e Exército mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista;
1924/1925 – Honduras – Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional;
1925 – Panamá – Tropas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos;
1927/1934 – China – Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos ocupando o território;
1932 – El Salvador – Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional – FMLN – comandadas por Marti;
1939/1945 – II Guerra Mundial – Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois à Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki;
1946 – Irã – Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã;
1946 – Iugoslávia – Presença da marinha ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos;
1947/1949 – Grécia – Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas “eleições” do povo grego;
1947 – Venezuela – Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder;
1948/1949 – China – Fuzileiros invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista;
1950 – Porto Rico – Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce;
1951/1953 – Coréia – Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), no qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul;
1954 – Guatemala – Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a reforma agrária;
1956 – Egito – O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal;
1958 – Líbano – Forças da Marinha invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil;
1958 – Panamá – Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos;
1961/1975 – Vietnã. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe à ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas;
1962 – Laos – Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao;
1964 – Panamá – Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira de seu país;
1965/1966 – República Dominicana – Trinta mil fuzileiros e paraquedistas desembarcaram na capital do país, São Domingo, para impedir nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924;
1966/1967 – Guatemala – Boinas Verdes e marines invadem o país para combater movimento revolucionário contrário aos interesses econômicos do capital americano;
1969/1975 – Camboja – Militares americanos enviados depois da Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja;
1971/1975 – Laos – EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana;
1975 – Camboja – 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez;
1980 – Irã – Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então;
1982/1984 – Líbano – Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos no país logo após a invasão por Israel – e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas;
1983/1984 – Ilha de Granada – Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha;
1983/1989 – Honduras – Tropas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira invadem o Honduras;
1986 – Bolívia – Exército invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína;
1989 – Ilhas Virgens – Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano;
1989 – Panamá – Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.
1990 – Libéria – Tropas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil;
1990/1991 – Iraque – Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos, com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de “Operação Tempestade no Deserto”. As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo;
1990/1991 – Arábia Saudita – Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque;
1992/1994 – Somália – Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma derrota militar nas ruas da capital do país;
1993 – Iraque – No início do governo Clinton, é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait;
1994/1999 – Haiti – Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos;
1996/1997 – Zaire (ex-República do Congo) – Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus;
1997 – Libéria – Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes;
1997 – Albânia – Tropas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros;
2000 – Colômbia – Marines e “assessores especiais” dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o “gás verde”);
2001 – Afeganistão – Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje;
2003 – Iraque – Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de “Operação Liberdade do Iraque” e por Saddam de “A Última Batalha”, a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.
ENTRE 2014/2016 esteve por trás do golpe que derrubou a PRESIDENTA DILMA e claro com o objetivo de proteger interesses corporativos e impedir o avanço do Brasil como potência do petróleo.
2020 – Morte do GENERAL QASEEM SULEIMANI, por conta do petróleo. Irã anuncia descoberta de imenso campo de petróleo.
Total estimado de mortos atingiram 110 milhões de pessoas direto ou indireto. Sem ser denunciados em tribunais internacionais.
Fonte: Urias Rocha, jornalista
Por: Nelson Hoppe – CEO – Presidente da Câmara de Comércio do BRICS e MERCOSUL





